Kleber Pimentel

Kleber Pimentel

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Compartilhando conhecimento: Doenças tireoidianas na gravidez, foco em não nodulares - por Ivênia Máximo

Ivênia Máximo
Acadêmica de Medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciências.


A doença tireoidiana:

Comum em mulheres na fase reprodutiva, tem como principais causas a deficiência de iodo que ainda ocorre em diversas áreas do planeta ou a alterações imunológicos nos locais onde se têm quantidades suficientes desse elemento.

Fisiologia feto-placenta:

Os hormônios tireoidianos maternos atravessam a barreia placentária, antes e após o início da função tireoidiana fetal.
 Alguns estudos sugerem que a transferência transplacentária continua até o nascimento.
 A identificação da presença de receptores de T3 no cérebro fetal por volta da décima semana e a observação da primeira fase de rápido desenvolvimento cerebral no segundo trimestre, período no qual o suprimento de hormônios tireoidianos se faz principalmente às custas da passagem materna, sugerem que baixas concentrações maternas de T4 podem resultar em déficit neurológico irreversível na criança.
 Diversas drogas como o iodo, tionamidas TRH, somatostatina e os alguns anticorpos como os estimuladores e os bloqueadores da tireoide atravessam a barreira placentária, o TSH não ultrapassa essa barreira.*
Hipotireoidismo:
Incomum na gestação, quando presente representa sérios riscos tanto para a gestante quanto para o feto.
Fatores de risco para desenvolvimento de hipotireoidismo durante a gestação (pacientes com indicação para dosagem de TSH durante a gravidez):
  • ·         Pacientes com hipotireoidismo estabelecido previamente à gestação, em uso de levotiroxina;
  • ·         Pacientes com bócio;
  • ·         História de doença autoimune tireoidiana;
  • ·         História familiar de doença autoimune tireoidiana;
  • ·         Portadores de diabetes melito tipo I ou outra doença autoimune;
  • ·         Possível diminuição da reserva tireoidiana (história prévia de irradicação do pescoço, tireoidectomia parcial);
  • ·         Mulheres com antecedentes de parto prematuro ou aborto;


Epidemiologia:
Um estudo americano encontrou uma incidência de 0,3%, outros estudos têm encontrado incidências ainda menores.

Etiologia:
Nos locais que têm quantidades suficientes de iodo, a principal causa é a doença autoimune (tireoidite de Hashimoto), outras causas incluem um série de medicações como drogas antitireoidianas, lítio e amiodarona. O hipotireoidismo secundário (relacionado a doenças hipotalâmicas e hipofisárias) também pode ocorrer.

Diagnóstico:
O diagnóstico clínico é difícil de ser estabelecido, a não ser em situações em que os sinais e sintomas sejam muito óbvios. Os principais sintomas incluem ganho de peso, com apetite diminuído, o que, muitas vezes, é relacionada com a própria gestação, e alguns sintomas menos comuns durante a gravidez como queda de cabelo, constipação intestinal, intolerância ao frio. Cerca de 20% a 30% das mulheres não apresentam sintomas. A elevação do TSH confirma o diagnóstico de hipotireoidismo primário.

Tratamento:
O tratamento de escolha é a levotiroxina na dose de 150µg/dia ou 2µg/kg de peso atual/dia. As concentrações de TSH e T4 deverão ser mensuradas após quatro semanas do início do tratamento. A meta é manter as concentrações de TSH em valores menores do que 2,5 UI/ml no primeiro trimestre de gestação e 3UI/ml no segundo e terceiro trimestres.

Hipertireoidismo:
Epidemiologia:
Varia de 0,05% a 0,2%.

Etiologia:
Doença de Graves (90% a 95% dos casos), Hipertireoidismo relacionada à gonadotrofina coriônica (tireotoxicose transitória gestacional – 2,4% dos casos; Hiperemese gravídica; Doença trofoblástica gestacional; Hipertireoidismo gestacional recorrente), Outras causas de hipertireoidismo (Adenoma tóxico, Bócio multinodular, Struma ovarii).

Diagnóstico:
Pode ser difícil, pois sintomas como intolerância ao calor, sudorese, cansaço e ansiedade também são comuns na gravidez. Por outro lado, sintomas como perda de peso ou incapacidade para ganhar peso, apesar do apetite normal ou aumentado e presença de bócio podem sugerir hipertireoidismo. A confirmação é através da dosagem sérica de TSH que se encontra suprimido e concentrações elevadas de T4 livre ou T3 livre. É importante ressaltar que cerca de 15% das gestantes normais apresentam TSH suprimido ou abaixo da faixa de normalidade no primeiro trimestre da gestação, portanto, valores subnormais de TSH neste período gestacional devem ser interpretados com cautela.

Tratamento:
O tratamento vai depender da doença de base que está causando o hipertireoidismo.

Doença de Graves: O tratamento poderá ser realizado com tapazol ou propiltiouracil (PTU). Atualmente os Guidelines de prática clínica recomendam o tratamento preferencial com PTU, pois ele tem menor passagem pela barreira placentária e o tapazol está associado a relatos de aplasia cútis, atresia cloacal, fístula traqueoesofágica e anomalias faciais. A dose de ataque do PTU é de 100 mg a cada 8 horas e o tapazol, 10 a 40 mg por dia, em uma ou duas tomadas.
Os betabloqueadores ajudam a controlar os sintomas adrenérgicos.
A terapia com iodo deve ser evitada, uma vez que ele cruza a barreira placentária podendo ocasionar bócio, hipotireoidismo e até asfixia fetal.
Tireotoxicose transitória gestacional: raramente requer tratamento devido a sua natureza transitória.
Hiperemese gravídica: o tratamento é realizado com medidas de suporte, pode-se iniciar terapia com PTU se tolerada.
Doença trofoblástica gestacional: O tratamento inicial é realizado com tionamidas e betabloqueadores antes do tratamento cirúrgico da mola. O tratamento restaura a função normal da glândula tireoidiana.

Leitura complementar:


domingo, 29 de dezembro de 2013

Sobrediagnóstico - Todo mundo está doente!!!???

Achei importante chamar atenção desta situação: O sobrediagnóstico ou superdiagnóstico!

Estamos realizando exames ditos "rotineiros" onde encontra-se pequenas alterações e que podem ser interpretadas como doenças de importantes, quando na verdade pode nem ser doença ou ser uma alteração de exame que não terá repercussão clínica!

Um exemplo são os exames de tireoide onde se detecta nódulos pequenos (exemplo: menos de 10 mm) e que vão direto para punção por agulha fina. O resultado anatomopatológico vem como Carcinoma papilífero (um câncer). Mas este é um câncer que pode não se desenvolver ou se desenvolver muito lentamente, contudo o paciente assustado resolve fazer a cirurgia de retirada da tireoide (Tireoidectomia).
Quais os riscos que este paciente passou?

  1. Punção - embora seja um procedimento seguro, mas podem haver complicações como: hematoma, punção de carótida (artéria importante que passa pelo pescoço).
  2. Cirurgia - retirada da glândula que pode ter como complicação lesão do nervo laríngeo recorrente  levando a paralisia de prega vocal e comprometimento da voz.
  3. Medicação - com a retirada da glândula o paciente terá que fazer reposição hormonal por toda vida.
Mas mesmo assim questionamos! Não é um câncer? Sim, entretanto este câncer tem uma sobrevida, em 30 anos, se não tratado, de 95%, é o câncer mais frequente de tireoide sendo cerca de 95% dos cânceres de tireoide.
Não acho que devamos deixar de fazer exames preventivos, mas que tenhamos cuidado com o que vamos dizer aos pacientes e como vamos conduzir os achados dos exames!
Assim conclamo a todos para uma reflexão e necessária discussão!
Fui motivado a fazer esta postagem por causa do artigo do BMJ : British Medical Journal, renomada revista britânica na área da saúde, que tem uma versão traduzida pelo Grupo A e que foi publicado no link abaixo (está em português) :

Prevenindo o sobrediagnóstico: como parar de prejudicar pessoas saudáveis
Foto da revista com o artigo original.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Gestação ectópica cornual ou intersticial e Metotrexato

O que é?
É a gestação que se implanta no corno uterino (poderíamos dizer, a grosso modo, que é a passagem entre o útero e trompa). Também chamada de gestação intersticial.

Qual é o problema?
Como não está na cavidade uterina, com o crescimento está gestação tende a romper e causar uma hemorragia profusa, pois é uma área bastante vascularizada e o miométrio nesta topografia é mais fino.

Qual a taxa de mortalidade?
Pode chegar a 2%.

Como é feito o Diagnóstico?
Por ultrassonografia, mas habitualmente é muito difícil e as vezes necessita de outros exames como a ressonância magnética e até a laparoscopia.

Quais os fatores de risco?
Gravidez ectópica prévia
Salpingectomia prévia
Anormalidade uterinas
Fertilização
Doenças sexualmente transmissíveis
Indução da ovulação

Quais as opções de tratamento?
Cirurgia via aberta – com o risco de sangramento profuso, cirurgia mais difícil pela localização e vascularização e risco de ruptura em gestação futura. Pode ser necessário histerectomia.
Cirurgia laparoscópica – Pouco recomendada por causa da dificuldade técnica e grande vascularização local.
Metotrexato sistêmico – Baixa taxa de sucesso embora mais conservadora.
Laparoscopia ou histeroscopia seguido por Metotrexato administrado direto no saco – parece reduzir risco de sangramento.

*Fisch et al considerou o uso do metotrexato seguro no tratamento da gestação ectópica cornual.

 Não há um consenso no tipo de tratamento da gestação ectópica cornual.

CONTRAINDICAÇÕES DO METOTREXATO 



Tabela do tratamento com Metrotexate
Dose única

 Múltiplas Doses

OBS: tem uma publicação prévia deste blog que indica um link com um aplicativo para o cálculo da área corpórea.


Links complementares:
TOG release: Managing and treating cornual pregnancies -2007. http://www.rcog.org.uk/news/tog-release-managing-and-treating-cornual-pregnancies.
Medical treatment of ectopic pregnancy: a committee opinion Fertil Steril. 2013 Sep;100(3):638-44. doi: 10.1016/j.fertnstert.2013.06.013. Epub 2013 Jul 10.
Faraj R, Steel M. Management of cornual (interstitial) pregnancy. The Obstetrician & Gynaecologist 2007: 9 :249-255.
Ectopic Pregnancies in Unusual Locations. http://www.medscape.com/viewarticle/557082_4.
Kurt T. Barnhart, M.D. Ectopic Pregnancy. N engl j med 361;4 nejm.org  july 23, 2009
Fisch J D. Ortiz B, Tazuke S, Chitkara U, Giudice L. Medical management of interstitial ectopic pregnancy: a case report and literature review. Hum Reprod 1998; 13(7): 1981-1986



domingo, 15 de dezembro de 2013

Hidronefrose Fetal

Hidronefrose fetal



O que é?
Ø  É a dilatação do pelve renal.
Qual a sua frequência?
Ø  Encontrada em cerca de 1% dos fetos (Fonte: Nicolaides,K & Pilu,G, 1999).
O que significa?
Ø  É considerado um marcador menor para cromossomopatias, pode ser o sinal de uma uropatia obstrutiva ou pode ser uma dilatação transitória.
Pensando em alteração qual o cuidado a ser tomado no momento de informar ao paciente?
Ø  Pode haver hidronefrose transitória devido ao relaxamento da musculatura lisa do trato urinário em resposta aos hormônios maternos circulantes ou hiper-hidratação materno-fetal (Nicolaides,K & Pilu,G, 1999).
Qual a evolução?
Ø  A maioria dos casos se resolvem ou ficam estáveis no período neonatal.

Quais os valores de referência para considerar um pelve renal fetal dilatada – medidos no diâmetro anteroposterior da pelve renal?
Ø  Nicolaides,K & Pilu,G (hidronefrose leve):
o   Entre 15 e 19 semanas:  >04mm.
o   Entre 20 e 29 semanas: >05 mm.
o   Entre 30 e 40 semanas: > 07 mm.

Ø  Tabela - Classificação publicada na revista Pediatrics (revista oficial da American Academy of Pediatrics).

Ø  The Australian Society for Ultrasound in Medicine defines hydronephrosis according to gestation by antero-posterior renal pelvic diameter.
18 - 20 weeks
  4mm
 32 weeks
  6mm
 any gestation
 10mm (regarded as severe hydronephrosis)



Atenção: Se a causa for uma obstrução bilateral com Oligodramnia, estreitamento do tórax fetal e cistos bilaterais – o prognóstico é bastante reservado
(PERALTA, Cleisson Fábio Andrioli et al. Uropatias obstrutivas bilaterais fetais: sinais ultrassonográficos durante a gravidez e evolução pós-natal. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. [online]. 2009, vol.31, n.11 [cited  2013-12-15], pp. 540-546 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032009001100003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0100-7203.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032009001100003.).

Atenção: Hidronefrose leve é encontrada em cerca de 2,6% dos fetos cromossomicamente normais e 17,6% dos pacientes com trissomia do 21
(Nyberg DA, Souter VL, El-Bastawissi A, Young S, Luthhardt F & Luthy DA(2001) Isolated sonographic markers for detection of fetal Down syndrome in the second trimester of pregnancy.J Ultrasound Med, 20, 1053–1063; Bromley B, Lieberman E, Shipp TD & Benacerraf BR(2002) The genetic sonogram. A method of risk assessment for Down syndrome in the second trimester.J Ultrasound Med, 21, 1087–1096).

Links complementares:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032003001000005&script=sci_arttext


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Cisto de Plexo Coróide

O achado de um cisto de plexo coróide, uni ou bilateral, traz ansiedade para o paciente e angustia o médico que vai dar a notícia, pois sabe que deixará a paciente angustiada. Assim resolvi fazer uma postagem comentando sobre o achado (Cisto de plexo coróide) e fornecer fontes de estudo.

O que é?
R: É uma estrutura cística (cheia de líquido) dentro do plexo coróide que é uma estrutura formada a partir da invaginação do epêndima, constituída de epitélio colunar pseudo estratificado, secretor e que é responsável pela produção de liquor.

  • Geralmente menor que 1cm
  • Uni ou Bilateral
  • É considerado um marcador menor de cromossomopatias.
  • A maioria desaparece antes do nascimento - mais de 90% desaparece antes de 28 semanas (referências abaixo). 
    • DeRoo TR, Harris RD, Sargent SK, Denholm TA, Crow HC. Fetal choroid plexus cysts: prevalence, clinical significance, and sonographic appearance. AJR Am J Roentgenol. 1988;151(6):1179-1181. - See more at: http://contemporaryobgyn.modernmedicine.com/Isolated-fetal-choroid-plexus-cysts#sthash.T6WxVmBQ.dpuf
    • Chitkara U, Cogswell C, Norton K, Wilkins IA, Mehalek K, Berkowitz RL. Choroid plexus cysts in the fetus: a benign anatomic variant or pathologic entity? Report of 41 cases and review of the literature. Obstet Gynecol. 1988;72(2):185-189. - See more at: http://contemporaryobgyn.modernmedicine.com/Isolated-fetal-choroid-plexus-cysts#sthash.T6WxVmBQ.dpuf


A que pode estar associado?
R: Isoladamente o cisto de plexo coróide não está associado a nenhuma síndrome. Caso o feto apresente alterações estruturais tem uma associação com cromossomopatia como a Síndrome de Edwards.

Uma fonte importante de informação é o site do:
Home
Link do site abaixo da figura do cisto que é do mesmo site. Ainda fornece informações sobre o cisto de plexo coróide e informações sobre outras condições ginecológicas e obstétricas.

O que fazer quando se encontrar o cisto de plexo coróide?
  • Exame detalhado na morfologia fetal - Principalmente coração e mão já que a síndrome mais associada é a de Edwards e esta frequentemente apresenta alterações cardíacas e em mãos.
  • A novidade é fazer o teste de pré natal não invasivo (sigla em inglês de NIPT) para rastreamento ou amniocentese se estiver numa idade gestacional em que o mesmo possa ser realizado.
  • OBS: Informar que tamanho, bilateralidade, complexidade e persistência não alteram o risco.


domingo, 10 de novembro de 2013

Aumento do nível de bilirrubina no Recém-Nascido (RN)

Elevação dos níveis de Bilirrubina é uma condição frequente nos recém nascidos, e geralmente é uma condição benigna e tratável com certa facilidade. Mas algumas condições podem ser muito preocupantes! Vamos revisar um pouco. As estruturas que não conhecer vá a um dicionário ou faça uma busca no Google. Não acumule Ignorância! (frase que aprendi com o amigo Marco Sarno).

De onde vem a bilirrubina?

The jaundice of the cell


Synthesis of bilirubin from heme. HO, heme oxygenase; BVR, biliverdin reductase; CO, carbon monoxide. (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC138521/figure/f1/)


O que é a Bilirrubina?
R: É um pigmento produzido pela quebra do heme (que está na hemoglobina) e redução da biliverdina.

De onde vem a Bilirrubina?

  • Maior parte (aproximadamente 80%) vem da quebra de hemácias velhas.
  • Outra parte vem de citocromos e mioglobina.
Onde é metabolizada?
R= No fígado.

O que o fígado faz com a Bilirrubina?
  • Capta - remove a bilirrubina da albumina - aqui é a Bilirrubina Indireta.
  • Conjuga - Liga a bilirrubina a duas moléculas de ácido glicurônico - Bilirrubina Direta.
  • Excreta - Excreção da bilirrubina direta (conjugada) para os canalículos biliares. 
Quais os tipos de bilirrubina?

R: Direta (conjugada); Indireta (não conjugada) e fração Delta.

O que é a fração Delta?
R: É uma fração conjugada fortemente ligada a albumina e que não é excretada pelos rins e esta dura, aproximadamente, o período da albumina (cerca de 19 dias). Com os novos aparelhos de laboratório já não incluem a fração delta.



O que fazer quando o RN apresentar icterícia?
  • Qual a fração elevada? Direta ou indireta?
  • Qual a história clínica do RN? Quais os sinais associados? Icterícia? Acolia? Vômitos? 
  • Quantos dias de vida?
  • Depois é buscar as fontes de referência para estudar cada caso - Vejam algumas abaixo.
LINKS IMPORTANTES:
Lembrar de uma das maiores fontes de informação científica:

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Tromboembolismo na gravidez

Em homenagem a sessão científica da Maternidade Climério de Oliveira - UFBA estou postando a referência de um excelente artigo de tromboembolismo e gestação - Apresentada pelo residente MR1 Dr. Anderson.

http://emedicine.medscape.com/article/2056380-overview

Thromboembolism in Pregnancy 

  • Author: Edward Henry Springel, MD, FACOG; Chief Editor: Thomas Chih Cheng Peng, MD   more...
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Reposta do caso - 3 - Timo

Relembrando:
Lactente de 38 dias, foi internado com suspeita de pneumonia e o raio X mostrou uma opacificação no mediastino acima da área cardíaca. Encaminhado para ultrassonografia de tórax onde se identificou na topografia do achado do raio X


Timo é o numero 4.

Tratava-se do timo. Devemos estar atentos para o que é normal e a patologia do timo:

  1. Timo normal
  2. Hiperplasia
  3. Síndrome de DiGeorge
  4. Timo Acessório
  5. Cisto tímico
  6. Variantes anatômicas
Neste caso parecia ter um leve aumento de tamanho. Para melhor aprendizado, recomendo o artigo abaixo com grandes nomes da ultrassonografia brasileira.

Timo: caracterização ultra-sonográfica*

Thymus: ultrasound characterization


Carmen Silvia Cerqueira do Val FaustoI; Maria Cristina ChammasII; Osmar de Cássio SaitoIII; Márcio Ricardo Taveira GarciaIV; Adriana Gonçalves JulianoV; César Augusto SimõesVI; Giovanni Guido CerriVII

Tratamento Dermatológico na Gravidez

Frequentemente se tem o questionamento sobre tratamentos dermatológico na gestação, então busquei um artigo onde se faz uma ampla revisão sobre o tratamento dermatológico na gravidez. Publicado na Revista da Sociedade Americana de Cirurgia Dermatologica com artigos de 1960 a 2012:

 2013 Oct 29. doi: 10.1111/dsu.12322. [Epub ahead of print]

Safety of Cosmetic Dermatologic Procedures During Pregnancy.

Source

Department of Dermatology, Brown University, Providence, Rhode Island; Dermatoepidemiology Unit, Veterans Affairs Medical Center, Providence, Rhode Island.

Abstract

BACKGROUND:

Safety of cosmetic procedures in pregnant women has not been extensively studied. Maternal and fetal health risks are important to consider in any procedure performed. With the increasing popularity of cosmetic procedures, dermatologic surgeons will be faced with scenarios necessitating knowledge regarding the safety of such procedures during pregnancy. Furthermore, dermatologic surgeons may inadvertently perform cosmetic procedures during the first trimester, before the patient is aware of the pregnancy.

OBJECTIVE:

To investigate the safety of cosmetic procedures during pregnancy and the postpartum period.

METHODS AND MATERIALS:

A literature search of PubMed and Google Scholar was conducted of all English-language articles published from 1960 through 2012.

RESULTS:

Definitive recommendations on the safety of procedures such as chemical peels, injectables, fillers, and most laser therapies during pregnancy cannot be made. The safety of onabotulinum toxin usage is well documented in the neurology literature, although isolated events of miscarriage have been reported with high doses of toxin in women with a previous history of miscarriage. Carbon dioxide laser therapy for genital condylomas has considerable evidence supporting its safety during pregnancy.

CONCLUSION:

There is a lack of controlled trials addressing the safety of cosmetic procedures during pregnancy and postpartum periods. It is advisable to delay elective cosmetic procedures until after the baby is born.
© 2013 by the American Society for Dermatologic Surgery, Inc. Published by Wiley Periodicals, Inc.
PMID:
 
24164677
 
[PubMed - as supplied by publisher]



Conclusão: Pela falta de estudos controlados (Ensaios clínicos), durante a gravidez e puerpério, a recomendação é tratar após o parto. 
Mas apresentou uma evidência de provável segurança de uso de laser de dióxido de carbono para o tratamento de condilomas durante a gravidez.

sábado, 26 de outubro de 2013

Resposta - Caso 4

As imagens correspondem a doença policística do adulto.
É uma doença autossômico recessiva.
Pobre em sintomatologia, mas deve ser lembra em situações de elevação persistente da pressão arterial e dor abdominal mal definida e suportável. Principalmente a partir da 4ª década de vida.

Diferencial com:

  • Doença Policística.
  • Doença de Von Hippel Lindau.


Bilateral nephrectomy of huge polycystic kidneys associated with a rectus abdominis diastasis and umbilical hernia
Referência da figura acima: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s1807-59322006000600007&script=sci_arttext

Leitura Complementar:




Curso no Sírio Libanês Filantropia

Não poderia deixar de manifestar meus agradecimentos a equipe de filantropia do Hospital Sírio Libanês pelos cursos de treinamento em ultrassonografia para os médicos que atendem regiões distantes e replicadores das informações.
Meu muito obrigado pelos ensinamentos!!!!






  




quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Resposta do caso 2

Foram visibilizadas: uma septação de bexiga, artéria umbilical única e uma massa polipoide na genitália.


Artéria umbilical única - pode estar associada a, principalmente, alterações cardiovasculares e renais, embora possa ter associação com outras anormalidades. Isoladamente é desprovida de importância clínica. A causa é multifatorial - com atrofia ou aplasia no período embrionário. É possível o diagnóstico com condições técnicas favoráveis, no morfológico do 1º trimestre. Pode ser vista num corte transversal de alça livre de cordão (aí, numa idade gestacional mais avançada como 16 semanas) ou num corte coronal da bexiga onde as duas artérias são vistas uma de cada lado da bexiga. A frequência na população geral é de 0,2 a 1,6% e nos fetos aneuploides de 9% a 11% (Predanic M, Perni SC, Friedman A, Chervenak FA, Chasen ST. Fetal growth assessment and neonatal birth weight in fetuses with an isolated single umbilical artery. Obstet Gynecol. 2005;105:1093-1097.).



Para maior aprendizado: http://www.medscape.com/viewarticle/530359

Management of Pregnancy Complicated by Single Umbilical Artery

Mary King, MD, Peter S. Bernstein, MD, MPH, Mary King, MD, and Peter S. Bernstein, MD, MPH
DisclosuresMay 01, 2006__________________________________________________________________________________

Bexiga septada ou duplicação vesical: É difícil, intra-útero, separar duplicação de bexiga de septação. Possíveis explicações patológicas: excessiva constrição entre as porções vesicuretral e urogenital da cloaca ventral e a segunda é um septo cloacal supra-numerário que indenta a parede epitelial da bexiga (obviamente uma alteração embriológica).

Anomalies of the Distal Ureter, Bladder, and Urethra in Children: Embryologic, Radiologic, and Pathologic Features


  1. Julia Gutiérrez, MD
  1. 1From the Departments of Pediatric Radiology (T.B., A.A., J.G.) and Pediatric Urology (P.L.P.), Hospital Infantil La Paz, Paseo de la Castellana 261, Madrid 28046, Spain. Recipient of a Certificate of Merit award for an education exhibit at the 2000 RSNA scientific assembly. Received January 15, 2002; revision requested February 27 and received April 4; accepted April 23. Address correspondence toT.B. (e-mail: cprieto@.hulp.insalud.es).

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Formação polipoide na genitália: Um suspeita é:  pólipo vaginal, ou de uretra, ou de hímen. Mas, com frequência muito menor:  Sarcoma Botrióide ou Rabdomiosarcoma.



Genital Anomalies 

  • Author: Luigi Avolio, MD; Chief Editor: Marc Cendron, MD   more..




Dica de APP:
                                    

sábado, 12 de outubro de 2013

DICA Acadêmica -Artefatos em Ultrassonografia

Para os amantes da ultrassonografia e médicos interessados em conhecer melhor este método complementar, estou colocando um link gratuito para um artigo sobre artefatos e "pitfalls" em ultrassonografia.

http://www.jaypeejournals.com/eJournals/ShowText.aspx?ID=2737&Type=FREE&TYP=TOP&IN=_eJournals/images/JPLOGO.gif&IID=216&isPDF=YES

 

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Dica de Clínica que foca em saúde da Mulher mas que também oferece exames para a saúde dos homens: